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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Vídeo-aula 28: Depressão na infância e adolescência


A professora Paula Fernandes leciona sua última aula da disciplina Saúde na Escola trazendo informações sobre a depressão na infância e adolescência.
Durante muito tempo as crianças não eram afetadas pela depressão, hoje em dia são tão afetadas quanto os adultos. A depressão interfere na vida diária da criança, nas suas relações sociais e acadêmicas.
O número de crianças afetadas com a depressão aumenta junto com a idade, já que as crianças em idade pré-escolar representam 1% das crianças depressivas, já as em idade escolar representam de 2 - 4% e os adolescentes são de 5 – 8%. Na adolescência as meninas são o maior número de depressivas, já na infância é similar entre ambos os sexos.
A depressão é definida por: um transtorno de humor ou afeto, sentimento de tristeza profunda, associado com sintomas fisiológicos e cognitivos na pessoa. Para que seja comprovada a depressão é necessário que um conjunto de situações prevaleça por mais de um mês consecutivo, pois as vezes sentimos tristeza por algo que ocorreu, mas logo passará, já a depressão persiste por um tempo maior. Os sintomas são: humor deprimido, perda de interesse e prazer por atividades que lhe eram prazerosas, diminuição da energia, grande falta de ânimo que afeta a vida da pessoa.
As causas são variáveis, pode ser por motivos: Biológicos – genética, estrutura e química do cérebro; Psicológicas – stress, trauma, desamparo, forma de perceber e de lidar com o mundo; Sócio-culturais – papéis, expectativas, suporte social.
Fatores de risco: Pessoas com história familiar de depressão, sexo feminino, episódios anteriores de depressão, acontecimentos estressantes, dependência de droga, violência doméstica, elevada exigência acadêmica.
É preciso estar atento ás crianças, os sintomas são: tristeza, falta de motivação, solidão, humor deprimido – irritável ou instável, mudanças súbitas de comportamento – explosão de raiva, brigas, mudança de apetite/peso, dificuldade em divertir-se, queixas: tédio ou “sem nada para fazer”, preferência por atividades solitárias, queixas físicas: cansaço, falta de energia, dores de cabeça, dores de barriga, insônia, pensamentos recorrentes de morte, ideias e planejamento de suicídio. Também é preocupante quando a criança se culpa sobre algo, preocupações, choro excessivo, hipoatividade, fala em ritmo devagar, de forma monótona, monosssilábica.
Na escola os principais sintomas são: queda do rendimento escolar, a falta de concentração, perda de interesse pelas atividades, falta de motivação, pensamento lentificado, irritabilidade, choro fácil, isolamento na sala de aula e no recreio e dificuldades nos processos cognitivos.
A conseqüência da depressão na infância é o comprometimento funcional e social da criança e do adolescente: recorrência na idade adulta.
O tratamento pode ser através de medicamentos, psicoterapia, suporte familiar e psicoeducação: rede de apoio social dos amigos, escola, família.
Nós professores devemos estar atentos aos sintomas da depressão em nossos alunos, os aspectos importantes a atentar são: identificar os antecedentes do episódio depressivo, minimizar o impacto negativo dos sintomas depressivos, aumentar a eficácia dos esforços de soluções de problemas, a pessoa precisa aprender habilidades para lidar com problemas futuros.  
Devemos colaborar com a inserção da criança na vida social, na escola, sala de aula e família. Somente assim conseguiremos colaborar para a diminuição da depressão e a criança consiga crescer de maneira saudável.


Vídeo-aula 27: Stress e ansiedade na infância e na adolescência


O stress infantil é causado por fatores internos e externos: os fatores internos são características de personalidade, pensamentos e atitudes da criança diante das situações da vida diária, depende da maneira que ela percebe a si mesma e o mundo à sua volta, alem da ansiedade, depressão, desejo de agradar, medo do fracasso, preocupação com mudanças físicas, dúvidas quanto a sua capacidade, interpretações amedontradoras, etc. Os fatores externos acontecem devido mudanças significativas, responsabilidades e atividades em excesso, brigas ou separação dos pais, perdas, disciplina confusa dos pais, nascimento de irmãos, doença e hospitalização, troca de professora ou de escola, pais ou professores estressados, medo do pai alcoolista, etc.
O stress quando não é tratado traz conseqüências, podendo desencadear asma, úlceras, alergias, distúrbios dermatológicos, diarréia, tiques nervosos, dores abdominais, baixa imunidade, hipertensão arterial, obesidade, bronquite, etc.  
O stress e a ansiedade ocorrem diferentemente em cada individuo, já que por exemplo, uma criança de 4 anos pode ter maior facilidade em aceitar algum fato do que uma criança de 7 anos, cada individuo reage de uma maneira e uma situação pode ou não ser estressante para uma criança em estágio de desenvolvimento emocional, existem crianças praticamente invulneráveis com questões da vida, e outras são muito sensíveis a maneira como a criança lida com seu stress e sua ansiedade vai determinar sua resistência às tensões da vida adulta.
Qual o papel de nós professores para evitar o stress infantil? Devemos conhecer e conversar com os nossos alunos, motivá-los para as aulas, incentivar os alunos a fazerem perguntas, escutá-los sem criticas ou julgamentos, promover autoconfiança nos alunos, respeitar o ritmo de cada aluno, promover atividades em grupos, atividades calmas (relaxamento), etc.
Devemos estar atentos, já que os professores são modelos para as crianças, se transmitirmos nosso stress e ansiedade para os alunos eles captam e são prejudicados. É necessário estarmos atentos e colaborar para minimizar o stress das crianças.


Vídeo-aula 24: Mídia e comportamento


A professora Lilia Freire nos transmite informações sobre mídia e comportamento.
A Infância e a adolescência são períodos de grandes mudanças, físicas e psíquicas, é um período dinâmico onde se estabelecem atitudes, conceitos e valores, se formam condutas e é o período que constitui maior vulnerabilidade a influências externas.
 A socialização é o processo através do qual o ser humano interioriza valores, crenças, atitudes e normas de conduta que são próprios de seu grupo social ou sociedade, incorporando-os à sua personalidade.
A mídia constitui um importante meio de socialização pelo seu acesso universal, sem deslocamento e pela sua eficiência. Nos referimos a mídia quando falamos da televisão, celular, computador, rádio, cinema, impressos, etc.
Os adolescentes assim como os adultos acreditam que a mídia influencia a todos, menos a si mesmo.
 As crianças são influenciadas pela mídia, já que elas aprendem por observação, imitação e pelas suas próprias atitudes. Atitudes e comportamentos agressivos são aprendidos pela imitação de modelos observados. As crianças menores de 8 anos não diferenciam a fantasia da realidade e são mais vulneráveis.
O excesso de mídia a crianças abaixo de 2 anos está relacionado com atraso do desenvolvimento psicomotor, precoce de sexualidade, violência, transtornos alimentares, problemas escolares e uso de drogas. A mídia está relacionada com a violência, já que a criança verá muitas cenas de violência e na maioria das vezes o herói apresenta violência para resolver os problemas. Assim a criança passa a achar normal utilizar a violência para resolver seus problemas, também tendem a ter insônia (medo de dormir); a sexualidade também é intensa no horário nobre no qual as crianças estão assistindo televisão. Os pais devem monitorar o acesso das crianças na internet.
Os pais precisam instruir os filhos, e a escola também deve discutir sobre a auto-estima, interação e sentimento envolvido na sexualidade do individuo.
A mídia está se tornando cada vez mais interessante e fazendo com que a criança tenha menos contato físico com os colegas, o que prejudica o desenvolvimento social do individuo.
O videogame tem uma participação ativa do individuo o que resulta no aumento do aprendizado, por outro lado aumenta a violência se a criança jogar jogos violentos. O videogame pode viciar a criança nos jogos, prejudicando o rendimento nas demais atividades.
Os professores devem educar sobre mídia, renovar ideias para seu uso, atentar os pais para os perigos da mídia, utilizar com cautela e de maneira a ajudar.    


Vídeo-aula 23: Uso de substâncias psicoativas


Professora Renata Azevedo nos ministra a aula sobre o uso de substâncias psicoativas.
Substâncias psicoativas são licitas e ilícitas, elas agem de diferentes formas em nosso cérebro, os adolescentes preocupam mais ainda em seu uso das substâncias, já que misturam diferentes substâncias podendo causam desordenamento cerebral.
O uso de drogas tem crescido muito nos últimos anos e isso é muito preocupante, por que será que nossa sociedade está pensando em se divertir e conecta a diversão a alteração de si? Esse é um fator importante em que os professores e pais devem trabalhar com seus alunos/filhos. Outra grande preocupação é em relação à idade média da experimentação de substâncias psicoativas que tem sido cada vez menor, então há mais crianças e cada vez menores utilizando essas substâncias, as chances de se viciarem e continuarem a utilizar das substancias é bem maior. O rendimento escolar cai muito, a criança liga o uso a violência, etc.
Porque será que as pessoas continuam utilizando essas substancias mesmo sabendo que é muito danoso seu uso? A professora nos diz que a curiosidade é a principal razão pela qual adolescentes iniciam o uso de substâncias psicoativas. Os pais e professores devem orientar as crianças e adolescentes sobre o que são as substâncias, quais riscos trazem, etc. Os pais devem pensar no consumismo como um todo e o seu próprio uso de consumo de álcool, tabaco, etc.
Se necessário devemos pedir ajuda a um especialista do assunto para ajudar o adolescente, adulto, etc. Mas o mais importante é não usar, se ocorrer é não viciar, e por último recorrer a ajuda para conseguir se libertar desse vicio.


Vídeo-aula 20: Bullying


Bullying é um comportamento agressivo entre estudantes, são atos de agressão física, verbal ou moral que ocorrem repetidas vezes, sem motivação evidente, realizado por vários estudantes contra um outro.
As vítimas por muitas vezes não pedem ajuda por medo dos agressores, por acreditar na impunidade dos mesmos, as testemunhas do ocorrido por muitas vezes minimizam a situação e não tomam atitudes diante do problema.
Também há o cyberbullying, onde difamam a vítima na rede social, geralmente acompanha o bullying da escola, é um complemento para aumentar a agressão à vitima.
Os agressores apelidam, discriminam, excluem, perseguem, etc. Prejudicando a vitima, podendo até mesmo a chegar a abandonar os estudos.
Os casos mais graves devem ser encaminhados para um especialista, tanto o agressor, quanto a vitima.
O professor deve estar atento para ajudar o aluno que está sofrendo de bullying, devemos estimular o conhecimento sobre esse assunto, promovendo debates em sala de aula, criando um comitê anti bullying, etc. Visando a diminuição e até mesmo a ausência da prática do bullying na sala de aula e na escola.


Vídeo-aula 19: Violência nas escolas


A professora Lilia Freire do departamento de pediatria nos traz informações sobre a violência nas escolas.
A fase da adolescência é um momento de muita vulnerabilidade e risco, ocorrem muitas mudanças físicas, biológicas, cognitivas, emocionais e se decide padrões de comportamento. Suas possíveis trajetórias estão intimamente relacionadas com as vivências e aprendizados ocorridos na infância.
Os problemas psicológicos e comportamentais podem ocorrer dentro de 3 tipos: abuso de substâncias, problemas de internalização – manifestado por meio de pertubações emocionais e cognitivas como depressão e ansiedade, problemas de externalização – manifestado por meio de problemas comportamentais ou de atuação sendo o problema mais comum o comportamento delinquente.
Quando falamos em desvio de conduta nos referimos ao transtorno caracterizado por um padrão de comportamento anti-social repetitivo e persistente em crianças e adolescentes; às vezes classificado como psico-social, às vezes como psicopatológico; inclui desobediências, birras, brigas, destrutibilidade, mentira e roubo. É o problema mental mais comum na infância e na adolescência: 7% em meninos e 3% em meninas.
A agressão física na infância é um problema de saúde pública, crianças agressivas são de grandes riscos de se tornarem adolescentes e adultos violentos. A agressão física é um precursor de problemas mentais na vitima e no agressor (abuso de álcool e drogas, acidentes, crimes violentos, tentativa de suicídio, relações abusivas, paternidade negligente e abusiva).
Nossa estatística brasileira de infratores na infância que são privados de liberdade cresceu muito nos últimos 10 anos, principalmente no Nordeste e Norte.
Alguns fatores de risco para as crianças se tornarem violentos, infratores são: famílias disfuncionais, doenças mentais nos pais, pobreza, fracasso escolar, desemprego, pobres redes de apoio e de relacionamentos, perda de pessoas significativas da família por meio violentos, etc.
Os meninos são mais propensos a se envolver com violência e delinquência e as meninas adolescentes são tão propensas quanto os meninos a bater em membros da família.
Nós professores devemos estar atentos com comportamentos inadequados, às vezes a criança pode estar querendo chamar a atenção para seu problema, devemos buscar interagir com a criança/adolescente e descobrir o que está havendo e tentar ajudar o aluno de alguma maneira, mesmo que com uma conversa, dando apoio etc.


Vídeo-aula 16: Sexualidade e prevenção de risco


           As professoras Lilia e Marici nos orientam sobre como devemos tratar a sexualidade na escola, focando a prevenção de doenças sexualmente transmitidas, gravidez, etc.
            Orientar o aluno de utilizar o preservativo, já que na faixa etária da adolescência houve um aumento de contaminação de HIV, e um grande número de adolescentes citaram nunca terem utilizado preservativos. Os professores podem realizar dinâmicas de orientação sexual, para que os alunos conheçam como utilizar a camisinha, porque utilizar, etc. Lembrar sobre o carinho, amor, a vontade de ambos, a afetividade envolvida na relação, etc.
Salientar de mesmo após estar com o parceiro há algum tempo continuar utilizando o preservativo e para evitar além das doenças, a menina deverá usar método anticoncepcional com o intuito de evitar uma gravidez indesejada. Além de que é importante falar sobre o relacionamento homossexual que também devem utilizar preservativo buscando não se contaminar com DSTs.
            Orientar sobre a pílula do dia seguinte, que é um contraceptivo de emergência, mas é importante dizer que quanto mais precoce tomar a pílula após o ato estará evitando a gravidez com maior garantia. Mas é importante lembrar que deve se prevenir, e não depender da pílula do dia seguinte, já que ela pode não fazer o efeito esperado.
            Também devemos falar sobre as responsabilidades de ambos os jovens caso ocorra a gravidez, falar sobre a seriedade de se contaminar com DSTs, etc.


Vídeo-aula 15: Sexualidade na escola


A pediatra Marici Brás aborda a sexualidade na escola, é muito importante abordar esse assunto, buscando diminuir as taxas de gravidez na adolescência, abortos, doenças, etc.
Desde o nascimento a sexualidade está presente no indivíduo, na adolescência ocorre um processo amplo de desenvolvimento, na puberdade tem o desenvolvimento dos genitais, das gônadas, o estirão de crescimento, etc., o objetivo final da puberdade é o desenvolvimento da função reprodutora.
No inicio da adolescência que ocorre nas meninas entre 11 – 13 anos, nos meninos entre 12 – 14 anos, há transformações físicas e fisiológicas, a questão central dessa fase é a imagem corporal e as diferenças sexuais, a família deixa de ser o centro e passam a se interessar mais pelos amigos e grupos do sexo oposto.
Na segunda fase da adolescência as meninas possuem entre 13 – 16 anos e os meninos entre 14 – 17 anos, essa fase é marcada pelas últimas alterações físicas e ocorre uma conquista do lugar do individuo na sociedade e o maior conflito é o desejo de independência e ao mesmo tempo a grande necessidade da dependência da família.
Na última fase a idade é entre 17 – 21 anos, ocorre após a última etapa da consolidação do desenvolvimento físico, identidade sexual, relacionamento íntimo, identidade de adulto e independência material.
Podem acontecer as práticas sexuais: masturbação, o namorar, ficar, homossexualismo, relação sexual forçada.
Fala sobre a virgindade, quanto aos meninos que buscam quanto mais cedo perder a virgindade é melhor, e as meninas já vêm mais tarde e perante a sociedade é esperado que demore mais para acontecer.
Os professores devem orientar os alunos sobre as situações acima citadas, para que eles saibam se cuidar, compreendam as transformações de seu corpo, conheçam os métodos anticoncepcionais, previnam as doenças, etc.


Vídeo-aula 12: Retardo mental e Autismo


A aula de hoje é sobre Retardo Mental e Autismo, a professora Paula Fernandes inicia dizendo sobre quando os pais recebem a notícia que o filho é especial, ela diz que é triste por confirmar a notícia de que a criança tem o Retardo Mental, mas por outro lado ajuda e muito, já que agora sabem o que a criança tem e sabem como proceder. O retardo mental são pessoas que tem habilidades cognitivas abaixo da média, o início do déficit acontece antes dos 18 anos de idade. As conseqüências são: problemas no funcionamento diário (rotina), na comunicação, na interação social, nas habilidades motoras, nos cuidados pessoas e na vida acadêmica (onde o professor deverá estar atento, já que a criança apresentará dificuldades na aprendizagem).
O retardo mental tem 3 principais tipos: leve – a criança tem atrasos na linguagem porém consegue se comunicar, expressar suas vontades e apresenta independência em seu cuidado pessoal; moderado – a criança tem dificuldade na compreensão da linguagem e já complica na questão acadêmica, os cuidados pessoais e habilidades motoras precisam de acompanhamento sempre; grave – gera problemas auditivos, visuais, precisam de atenção e apoio durante toda a vida, o estudo só é possível em instituições especializadas para apenas inserir a criança no contexto social.
O que podemos fazer? Na gestação já é possível constatar o retardo mental, facilitando seu tratamento. No tratamento é trabalhado o controle das alterações comportamentais, psicomotora, agressividade, hostilidade, hiperatividade, etc. É realizado um treino com as habilidades sociais, com estímulos favoráveis e é transmitida informação e treinamento aos pais, familiares e professores.
O professor deve trabalhar com estimulação, oferecendo um maior numero possível, objetivando sempre a melhora na interação social, etc.
O autismo é considerado um transtorno invasivo no desenvolvimento que prejudicam a interação social, atraso na aquisição da linguagem e comportamentos estereotipados e repetitivos. Há aproximadamente de 2 a 5 casos a cada 10 mil crianças e é mais comum em meninos.
As características principais do Autista são: Não interage, não fala, evitam contato visual, não tem interesse na voz humana, tem uma indiferença ao afeto e não possuem interesse em brincar com outras crianças, cheira e lambe objetos, bate palmas e leva o corpo para frente e para trás, incomoda-se com mudanças na rotina, inteligência em linguagem é limitada.
Nós professores devemos estar atentos as crianças que ficam isoladas, não gostam de interagir, tem ataques de raiva na mudança de rotina, resistência a aprender novas atividades, etc. Após constatar o Autismo deverá ter uma atenção individualizada, especial, deverá haver acompanhamento de especialista e tomar medicamento para lidar com as conseqüências que o autismo traz. Alguns autistas que são trabalhados, que realizam o tratamento conseguem melhorar sua interação, ajudando para a melhora das suas condições de vida e nós professores devemos colaborar para que isso de fato ocorra.


Vídeo-aula 11: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)


O TDAH(Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é um transtorno  comportamental e neurobiológico de causas genéticas e ambientais, aparece na infância e pode acompanhar a pessoa por toda a vida.
Para ser TDAH precisa haver uma tríade que composta de: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Possuem dificuldades sociais, de atenção, etc. Desatenção: tem dificuldade de prestar atenção em detalhes, parece não escutar quando falam com ele, é facilmente distraído com estímulos alheios, tem dificuldade de organização, comete erros por descuido, não segue instruções, não termina suas tarefas, perde coisas importantes. Hiperatividade: não consegue envolver-se em atividades silenciosas, está sempre a “mil por hora”, agita mãos e pés ou se remexe na cadeira, tem dificuldade para permanecer sentado, corre exageradamente e fala demais. Impulsividade: Dá respostas precipitadas a perguntas não terminadas, tem dificuldade em aguardar sua vez, interrompe ou se intromete em conversas alheias.
Acomete 5 a 13% das crianças na idade escolar, pode persistir na fase adulta na metade dos casos e é mais comum em meninos.
Quais são os tipos que temos? Existe o TDAH predominantemente desatento, o TDAH predominantemente hiperativo-impulsivo e o TDAH combinado da tríade.
O TDAH predominantemente desatento é mais comum em meninas, ocorre uma alta taxa de prejuízo acadêmico, são crianças desorganizadas, esquecidas, distraídas, não copiam as tarefas, “vivem no mundo da lua”, tem um nível baixo de habilidade social.
O TDAH predominantemente hiperativo-impulsivo são crianças mais agressivas, tem alta taxa de rejeição dos colegas, sofrem de impopularidade, são inquietas e impulsivas.
Já o tipo combinado que é realmente o TDAH com a 3 características, a criança possui um prejuízo global muito grande, são rejeitadas pelos colegas, agem sem pensar, são inadequadas socialmente e falham em fazer planos e prever situações.
Muitas vezes o comportamento da criança passa desapercebido pelos pais e os professores devem estar atentos, não para diagnosticar, mas alertar quanto aos sintomas.
Os sintomas mais evidentes são: alteração nas habilidades lingüísticas, falta de noção de espaço, dificuldade em reconhecer símbolos gráficos, dificuldades em ficar sentada e prestar atenção, pouca coordenação motora – “desajeitadas”, têm tendência de estar sempre em movimento e dificuldades em terminar as tarefas.
O diagnóstico é realizado pelo médico, através de uma avaliação com a criança, os pais e a escola.
A causa do TDAH não é específica, é uma interação entre fatores genéticos, psíquico-sociais e biológicos.
 As conseqüências para a criança são: baixo rendimento escolar, tristeza, baixa auto-estima, dificuldades de relacionamento sociais, pode acontecer uso de drogas e bebida alcoólica, se tornam adultos inseguros.
O tratamento é individual de acordo com a causa, deve ser avaliado todo o contexto. Pode ser com medicações, terapia e é necessário o envolvimento da família e da escola.
 O professor pode intervir orientando, ajudando a criança e a família. Devemos desfazer rótulos prévios e sim melhorar a auto-estima da criança, fazendo com que ela se sinta querida, é necessário haver um calendário para que a criança consiga visualizar o calendário e saber quais serão suas atividades futuras. O professor deve elogiar, reconhecer o que a criança fizer de legal, para que ela se sinta inserida na sala de aula.



Vídeo-aula 8: Distúrbios alimentares (anorexia, bulimia e obesidade)


Uma alimentação saudável é muito importante para a nossa saúde e deve ser equilibrada, completa e variada.
Ocorre em algumas pessoas os distúrbios alimentares que pode ser causado por: interação de fatores psicológicos, biológicos, familiares e socioculturais - alterações significativas do comportamento alimentar; na adolescência, que é um período de crescimento e desenvolvimento e também de grande atividade física, o que pode sobrecarregar o corpo do adolescente.
Há necessidade de consumir um maior número de proteínas na adolescência já que a atividade física costuma ser maior. É necessário que bebam bastante água, pelo menos 2 litros por dia.
Podem ocorrer transtornos alimentares dentro dessa faixa etária da adolescência, como por exemplo: Anorexia nervosa, bulimia nervosa, etc. Elas ocorrem devido a uma preocupação muito excessiva em engordar, e tem uma auto avaliação negativa, achando-se sempre gordos, etc., acabam fazendo dietas muito restritivas e utilizam métodos inapropriados para alcançar o corpo idealizado. Esses indivíduos podem sofrer alterações psiquiátricas, hormonais, de personalidade, etc.
Na Bulimia Nervosa, comem e acham que comeram muito, se culpando e por medo de engordar forçam vômitos, tomam laxantes e diuréticos.
Na anorexia nervosa é comum meninas que acabaram de entrar na puberdade já começam a ter os sintomas, é uma doença de alta mortalidade.
É necessário diferentes especialistas para acompanharem essas doenças para que possa receber todas as orientações necessárias.
A obesidade é uma doença complexa, costuma ocorrer por fatores genéticos, quando os pais são obesos o risco de obesidade é de 80%. Seu tratamento tem 3 objetivos principais: orientação alimentar, mudança de hábitos e otimização da atividade física.
Os professores devem estar atentos a esses distúrbios alimentares para que possa ajudar de alguma maneira, orientando a classe, fornecendo informações importantes e também devemos buscar motivar o aluno.



Vídeo-aula 7: Crescimento e desenvolvimento ponderal e hábitos alimentares


O crescimento da criança é divido em 3 fases: da primeira infância (entre 1 e 3 anos), da segunda infância (entre 4 e 8 anos) e da puberdade (entre 9 e 17 anos). O crescimento da primeira infância é um período de maior crescimento pós natal e o fator mais importante para o crescimento nessa fase é uma nutrição adequada. Já no crescimento na segunda infância, é um crescimento mais instável e os fatores hormonais é o mais importante para o crescimento. Na puberdade é uma época de grandes transformações, o crescimento sofre uma aceleração e possui características diferentes entre os dois sexos.
Ocorre uma desaceleração do crescimento do primeiro ano de vida e vai até o início da puberdade.
A puberdade é marcada diferentemente entre as meninas e meninos. Nas meninas costuma ocorrer entre 8 e 13 anos. Nos meninos ocorre até 3 anos mais tarde que nas meninas, porém o crescimento pode ser em média 13cm maior do que as meninas.
A criança também deve ter uma nutrição adequada para não correr riscos de sobrepeso. Como que calculamos o IMC(índice de massa corporal), basta ter o peso em kg e dividir pela altura em m², o resultado deve ser acompanhado no gráfico para constatar se está adequado para a idade.
Nós professores podemos estar atentos à crianças com o crescimento muito diferenciado das demais, acompanhando pelo gráfico de média do crescimento da população. E também atentar ao sobrepeso e orientar sobre uma nutrição adequada e indicar que todos façam atividades físicas.


Vídeo-aula 4: Saúde do professor


A professora Paula Fernandes introduz sobre a saúde do professor, citando algumas situações nas quais podemos estar com a saúde debilitada, como por exemplo: excesso de trabalho, baixo salário, pressão da direção, desgaste físico, problemas com postura, perda da voz, stress, ansiedade e depressão.
A Dra Lucia Mourão nos informa sobre a saúde vocal do professor, já que os professores utilizam a voz o tempo inteiro, devido haver em grande parte das aulas um grande ruído na sala de aula o professor aumenta o tom da voz e se prejudica ainda mais. A Dra. nos orienta sobre as medidas preventivas para não desencadear algum problema vocal, como por exemplo: hidratar sempre (bebendo muita água), articular bem a boca para o som sair mais alto, não falar virado para a lousa para não forçar as cordas vocais, já que o esforço será maior, variar o tom da voz para chamar a atenção do aluno para o conteúdo. A voz é o principal veículo de trabalho do professor, devemos cuidar do mesmo e prevenir conseqüências mais graves.
O Dr. Luiz Carlos Boaventura, fisioterapeuta nos orienta sobre a postura do professor. É importante realizar alongamentos antes de entrar na sala de aula, alongamentos simples, possíveis de fazer e que ajudam muito a quebrar o sedentarismo. Também devemos escrever na altura dos olhos, não escrever em ângulos difíceis de alcançar, além de se preocupar com a postura que deve ser ereta com os ombros relaxados.
O stress é desencadeado por situações que causam medo, confusão ou até mesmo felicidade. Há três fases no stress: fase de alerta – quando ocorre o primeiro estímulo de stress, fase de resistência – quando persiste o estímulo, fase de exaustão – quando o estímulo se mantém de maneira intensa e perde as energias e aparecem outras doenças.
As causas do stress são: sobrecarga quantitativa, múltiplas responsabilidades com pouco tempo hábil, falta de recursos e más condições de trabalho, etc. A principal fonte de stress é causada pela maneira como a pessoa interpreta as situações e como respondem à mesma (de maneira adequada ou com ansiedade). Se a pessoa reage sempre com ansiedade, acaba gerando o stress e cada vez aumenta prejudicando sua vida como um todo.
Se estiver entrando em stress, devemos considerar alguns pontos importantes: a situação pode estar ruim, mas não ficará sempre assim; tentar sempre encontrar algo positivo na situação; manter a calma; focar sempre no que pode ser feito; converse com os colegas de trabalho; fazer exercícios físicos regularmente; focar em si próprio em alguns momentos do dia.
Devemos fazer ações que contribuam para o bem estar, dispor de horários para estudo e lazer, ter boas condições de trabalho, crie estratégias para ter uma boa saúde!!!


Vídeo-Aula 3: Introdução saúde na escola


O professor/coordenador Li Li Min nos faz uma introdução sobre a disciplina - Saúde na Escola.
Inicia nos falando sobre as taxas de mortalidade, e diz que devemos  levar esse assunto para a sala de aula, visando debater sobre esse assunto e tentar prevenir o aparecimento de doenças.
Passa brevemente sobre os assuntos a serem trabalhados nessa disciplina, como os distúrbios alimentares, a anorexia, o TDAH(Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), sexualidade, violência, drogas, stress, depressão, etc.
Nós professores devemos trabalhar esses assuntos com nossos alunos, orientando sobre a gravidade, prevenção, cuidados que devem ter, quais decisões tomar, etc.
Também falaremos sobre a mídia e comportamento. Todas essas informações anteriores nos influenciando através da mídia.
Introduz-nos sobre o stress e a depressão, que vivemos em uma era estressante e as crianças também sofrem com ambos os problemas e devemos estar atentos.
Devemos também cuidar de nossa saúde, professores também devem se cuidar, ir ao médico como medida preventiva, ter uma alimentação saudável, etc. Teremos uma aula que abordará esse assunto: a saúde do professor.