sábado, 4 de maio de 2013

Vídeo-aula 4: Os estudos culturais e a convivência democrática

         Nessa aula o professor Mário Nunes fala sobre os estudos culturais e a convivência democrática.
         A partir do envolvimento dos estudos culturais com as relações de poder, os mesmos contribuem para as análises dos processos de regulação e produção dos sujeitos na sociedade e particularmente nas escolas. Os estudos culturais reforçam a ideia de que a educação não pode ignorar as difíceis relações entre cultura, estado, mercado e sociedade civil que definem os significados e as metas da formação na educação. 
      Os estudos culturais rompem com a divisão clássica entre a alta cultura (cultos) e a baixa cultura (aculturados) conforme padrão estabelecido pelos que fazem parte da alta cultura.
        Na análise de estudos culturais a cultura é vista como território contestado, um ambiente de disputa por poder, um campo de luta pela definição do significado. Seu conceito deixa ter condição singular e  passa para a pluralidade. 
        Cultura:
- Movimento antropológico
- Contra movimento
- Formação Social, poder, regulação, dominação, subordinação, resistência, luta
- Alta cultura x Baixa cultura
- Cultura (s)
       A cultura não pode ser compreendida como acúmulo de saberes, de conhecimentos ou como produção estética espiritual ou intelectual, ela precisa ser compreendida e analisada a partir de sua centralidade, de seu vasto alcance na constituição de todos os aspectos da vida humana.
     A formação da identidade se dá culturalmente, passa por uma escolha pessoal, mas inescapavelmente  passa pela ação que estabelecemos com as normas, instituições, atividades e estruturas sociais que vivemos, assim o sujeito pode escolher ser professor, mas será um sujeito professor a partir das relações que estabelecer com as instituições em que convive e também de acordo com suas práticas e crenças. 
      Temos que conhecer como a cultura é regulada, como regula nossa maneira de pensar, agir,etc.. Existem 3 tipos de regulação:
* Normativa: tudo o que fazemos tem um sentido dado pelas regras de convenções construídas culturalmente;
* Sistemas Classificatórios: nossas ações são classificadas e condutas comparadas com base em uma série de categorias padrões aceitáveis ou não naquele grupo cultural 
* Novas subjetividades: são definidas através de alterações nos sistemas organizacionais em que vivemos.
     A formação cultural na escolarização, implica o reconhecimento das formas de governo dos seus sujeitos, de como atualmente como a globalização influência o modo em que os sujeitos participantes da educação pensam, sentem e agem. 



Vídeo-aula 3: A globalização e o impacto sobre as culturas

        Nessa vídeo aula o professor Mário Nunes fala sobre a globalização e o impacto causado sobre as culturas.
Roteiro da aula:
* o mundo globalizado
* o que é globalização?
* efeitos econômicos, políticos e culturais da relação global versus local
             Vivemos em um mundo no qual a tecnologia rompeu a barreira do tempo, do espaço, aproximando pessoas e povos (comunidades, sociedades distintas, etc.). Essas mudanças atravessa fronteiras em escala mundial, por exemplo, a China fabrica produtos para empresas americanas que vendem para o Brasil e outros países, os trabalhadores que fabricaram esses produtos podem voltar para suas casas e assistirem novelas brasileiras em suas televisões. Hoje nos conectamos ao mundo através das redes sociais, podemos realizar compras online, participar de empresas sem nem ao menos conhecer os diretores que a representa.                 
              A globalização pode ser definida por diversas maneiras:
* Impacto avassalador dos processos econômicos e globais, incluindo processos de produção, consumo, comércio, fluxo de capital e interdependência financeira.
* Surgimento de instituições supranacionais (Banco Mundial)
* A ascensão do Neoliberalismo como discurso político
* Surgimento de novas formas culturais, de meio e tecnologias de comunicação global

Na educação, é necessário preparar o sujeito para as mudanças que ocorrem a todo o momento no mercado.
  • Mercado de trabalho instável
  • Novas demandas no mundo do trabalho
  • Mão de obra internacional
  • Conceito de equipe como norma de organização
  • Mão de obra mais cooperativa
  • Crescente importância de produção intensiva
Efeitos da globalização:
* Mudanças nos níveis econômicos, políticos e culturais da sociedade as quais tendem reforçar uma perspectiva mais global sobre as políticas sociais. 
           Nós professores, devemos sempre auxiliar os alunos de maneira que consigam acompanhar a evolução, a globalização. Os alunos precisam saber trabalhar em grupo, de forma organizada, etc. O professor deve colaborar para despertar o interesse dos alunos para  leituras de jornais, revistas, etc., sempre mantendo-se atualizados para que tenham condições de acompanhar as mudanças do mercado.

Vídeo-aula 26: O papel da escola no processo educativo de Direitos Humanos



            Nesta vídeo-aula a professora Ainda Monteiro aborda o tema do papel da escola no processo educativo de Direitos Humanos.
            A escola é um espaço muito importante, por ser um local onde socializamos, aprendemos e distribuímos diferentes aprendizagens. Isso pode nos fazer mais solidário, mais humanos, dependendo de como trabalhamos.
A função social da escola é possibilitar muitos conhecimentos, sem retirar nossas identidades.Para se trabalhar com uma educação que tenha como finalidade o objetivo de educar para o respeito, para a defesa e o conhecimentos dos direitos, precisa ter uma intencionalidade. Não existem projetos sem direcionamentos, é direcionar o objetivo que se almeja.
Se queremos uma educação que respeite, temos que ser intolerantes com qualquer tipo de preconceito ou de discriminação. Temos que respeitar o outro da forma como ele é, os alunos precisam saber e compreender isso, mas também os professores devem respeitar a maneira de cada aluno pensar.
Desde que nascemos estamos todos os dias aprendendo.
Na escola os conhecimentos de respeito precisam estar sempre em nossas aulas. Os direitos humanos precisam ser estudados, precisamos estudar os documentos, conhecer profundamente nossos direitos e também os deveres. Para assim, podermos respeitar as diversidades e aceitar as diferenças, sendo sujeitos de direitos.
            A escola é um espaço de aprendizagem, de troca de aprendizagens e deve ser permanente, o que acontece fora da escola deve ser levado para dentro da escola de maneira a haver troca de conhecimentos e situações do cotidiano.
A escola deve trabalhar com as diferentes linguagens: música, dança, poesia, arte, etc. Trabalhar os direitos humanos em uma linguagem que as crianças entendam, mostrar para os alunos que eles são importantes, que possuem direitos e também deveres.
Escola é lugar de troca de aprendizagens, de aprender os direitos e os deveres, de aprende a ser melhor.




Vídeo-aula 25: Comitês de EDH parcerias possíveis



Essa aula é ministrada pela professora Sinara Zardo que a organiza em duas partes:
1ª Histórica da educação em direitos humanos – ações dos comitês
2ª Função dos comitês e organização dos estados e municípios.
A proposta da formação de comitês em educação e direitos humanos tem como fundamento a convenção de Viena de 1993, que trabalha da Conferência Mundial dos Direitos Humanos a educação como um elemento e uma estratégia a ser implementada em diferentes países com vistas à promoção de condições para estruturar ou se constituir uma cultura de direitos nos diversos países.
A conferência de Viena é um marco por introduzir a questão da educação dos direitos humanos e por ter o impacto na elaboração das políticas de direitos humanos dos países.
No Brasil dez anos após esta conferência em 2003, é instituído o Comitê nacional de educação em direitos humanos.
Portaria de 1998 - trabalha articulado ao governo no sentido de promover políticas públicas nos direitos humanos.
Objetivos dos Comitês:
* órgão de elaboração, implementação e monitoramento da implementação da política de EDH nos estados e municípios;
* deliberar estratégia de sua implementação aos estados e municípios;
* monitorar possíveis violações dos direitos humanos;
* instruir os sujeitos para que se tornem sujeitos de direitos;
* capacitar os profissionais para que sejam formadores de sujeitos de direitos;

            Informações adicionais podem ser obtidas a partir da leitura do Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos e do PNDH 3.




Vídeo-aula 22: EDH, inclusão e acessibilidade


            Nessa aula é tratado o assunto da EDH, inclusão e acessibilidade, ministrada pela professora Sinara Zardo.
            Educação em direitos humanos contempla os alunos da educação especial. Educação em direitos humanos visa a formação de sujeitos de direitos.

Inclusão e acessibilidade


            A inclusão é um movimento amplo que trata do direito a educação e um movimento que respeita as diferenças humanas. Antigamente essas crianças especiais eram excluídas, muitas vezes até mortas ao nascerem. Depois da idade média, passa-se a aceitar a criança com deficiência, porém, a deficiência é atrelada ao pecado, olhavam a essas crianças com piedade. Na modernidade, passou-se a medicar as pessoas deficientes e a investigar a origem dessas deficiências.
            Já na contemporaneidade, com os direitos humanos, começamos a pensar na integração dessas pessoas especiais na sociedade, inicia o processo de acessibilidade que é muito importante para que a inclusão de fato aconteça.
            Há dois paradigmas relacionados à inclusão:
1º - Primeiramente pensou-se que a criança deveria se adequar a escola
2º - Diz que a escola que deve receber e se adequar a essas crianças especiais.
            A Declaração universal dos Direitos Humanos é clara, diz que todos têm direitos, então mesmo as que possuem necessidades especiais possuem direitos iguais.
            A LDB 9394/96 traz um capítulo específico para a educação especial, na qual diz que essas crianças têm direito a um currículo adaptado, a escolarização e ao atendimento educacional especializado.
            A política de 1994 inicia o debate da educação inclusiva, numa perspectiva integradora desses alunos com deficiência.
Posteriormente podemos destacar como referência a resolução nº 2 de 2001 que trata das diretrizes nacionais da educação especial na educação básica, que traz uma orientação inovadora no sentido que possibilita ou ampara a inclusão dos alunos de educação especial no sistema de ensino nas escolas comuns. Essa é a primeira resolução que começa a trabalhar a perspectiva da educação inclusiva desses alunos da educação especial.  
            Em 2008 é publicada pelo Ministério da Educação a política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva.
           
           

           
A deficiência não pode ser trabalhada nem como uma excepcionalidade, nem como uma limitação, ela é na verdade uma condição humana, uma diferença que deve ser respeitada.
Hoje se trabalha na perspectiva de um modelo social de deficiência que trata a deficiência como uma condição humana nesse sentido quando falamos da EDH, falamos também da construção de uma sociedade que garanta as condições de participação desses sujeitos que possuem necessidades específicas.
A educação especial precisa acompanhar a os alunos especiais ao longo de toda a sua trajetória escolar, desde à educação infantil ao ensino médio.
A educação especial deve atuar na promoção da acessibilidade, que remete várias dimensões: acessibilidade arquitetônica, acessibilidade na comunicação, a pedagógica e nas tecnologias da informação e comunicação.
A política da inclusão não se trata de apenas de realizar a matrícula, mas sim do direito da efetiva participação com seu direito garantido, com dignidade no contexto do sistema de ensino.
É importante o atendimento educacional especializado, pois o aluno terá condições de acessibilidade para a sua necessidade específica.  







  


                                       

Vídeo-aula 21: EDH na sala de aula


            
            Nessa vídeo-aula abordaremos o assunto da Educação em Direitos humanos na sala de aula. A professora Ana Maria inicia a aula falando que aprendizagem que ocorre em um dado momento é uma síntese do que o aluno traz consigo, sua capacidade, sua história, seus conhecimentos e seu estado psíquico. O aluno não chega na escola vazio, sem nenhum conhecimento. O professor também traz consigo suas capacidades, saberes, conhecimentos, sua pedagogia, seus pensamentos, sua maneira de ver os estudantes.
       O aluno precisa aprender o novo. O sujeito que aprende é sujeito do processo de aprendizagem.
            Os DH na escola devem ser ensinados de maneira interdisciplinar e transversal. Todas as disciplinas devem falar sobre os direitos humanos no cotidiano escolar.
            Fazer o aluno pensar, refletir sobre os DH e analisar quais são os direitos que não são respeitados em sua comunidade, quais são os que são respeitados, etc. Pode ser realizados projetos que trabalhem os DH, assim o aluno poderá aprender da realidade e na realidade.
            O estudante traz consigo uma bagagem de conhecimentos que devem ser respeitadas.
            Metodologias ativas de aprendizagem construtivistas:
  • Os estudantes constroem seus próprios conhecimentos, por meio da seleção ativa de novas informações, é um ser que já possui conhecimentos.
  • O sujeito traz uma bagagem de pressupostos, motivações, intenções e conhecimentos prévios.
  • O processo do conhecimento pode acontecer por meio de atividades individuais e também em trabalhos em grupos.
  • A aprendizagem varia conforme a natureza das atividades.

A professora nos sugere o trabalho com projetos ABP – Aprendizagem baseada em projetos, buscando desenvolver situações problemas. Dessa maneira os alunos podem descobrir que o conhecimento não está só no professor e na escola, mas em todos os lugares de nossa vida, nosso cotidiano, nossa comunidade, etc.
Devemos propiciar situações que despertem a responsabilidade dos alunos, eles devem se implicar perante todo o processo.
A educação em direitos humanos deve ser uma lente que faça com que os alunos enxerguem o mundo de uma maneira diferente. Nós não podemos reduzir a aprendizagem como mera apreensão de conteúdos. Devemos trabalhar os conteúdos das disciplinas básicas, mas também acrescentar a EDH em todos os momentos.


I

Vídeo-aula 18: EDH e Ambiente escolar


A professora Ana Maria Klein começa nos dizendo sobre a igualdade que é reconhecida e desejada em relação aos seres humanos, pode estar impressas nas leis, mas não serem verificadas na prática. As pessoas precisam conhecer e orientar, valorar os direitos como importante em suas vidas. 
A educação é importante na cultura de Direitos Humanos, é a principal via na promoção dos direitos. Ela transforma direitos em modos de vida. A educação em Direitos humanos não é um fim e sim um caminho, um modo de vida que deve orientar tanto a vida na escola quanto na sociedade.  
A escola tem que ser democrática com ações protagonistas de estudantes, articular escola e comunidade relacionando-se e fazendo parcerias com o entorno da comunidade, desenvolver ações voltadas à promoção de direitos humanos (exemplo: campanhas de solidariedade). 
Ambiente escolar:
 - trazer Direitos Humanos como modo de vida, orientando/comparando todas as relações que acontecem no ambiente escolar.
Segundo Chaparro, essas são as dimensões do ambiente escolar:
   - envolver ações com a comunidade
   - experiências de cada estudante da escola
   - condições sócio afetivas
   - condições materiais
   - infraestruturas para realizações de propostas culturais

Escola:
- Relações Humanas (interpessoais, condições dos estudantes e docentes)
- Espaço Físico (prédio, cuidados com estruturadas)
Todos os espaços da escola devem ser olhados criticamente, analisar as condições de infra estrutura, devemos ter espaços de convivência entre os alunos, acesso as salas de informática, etc.
Podemos sintetizar a questão do ambiente escolar em duas dimensões principais: * Relações humanas, compreendido como o espaço das relações interpessoais e das relações dos estudantes como o conhecimento, motivação dos estudantes e docentes, relações da escola com a comunidade, etc.
* Espaço físico, que diz respeito às instalações da escola, os cuidados com a estrutura física, o mobiliário, etc.                                                                                                                  
Nessas duas dimensões os DH devem estar presente, pois como falaremos em DH se a estrutura não colaborar, exemplo: o professor não ter um giz para escrever no quadro, ou os alunos não tenham uma cadeira para sentar, etc.
Quais ações devem ser realizadas:
- discutir e definir direitos e responsabilidades
- diálogos para resolução de conflitos 
- oportunidade de expressão dos alunos
- oportunidades para organização atividades próprias e mediar os interesses dos alunos
- conscientização de pais e familiares sobre os DHs.
- participação da comunidade na tomada de decisões 
- projetos na comunidade sobre DHs. 
- reconhecimento e celebração de conquistas dos Direitos Humanos por meios de festividades (Exemplos: Comemorar o dia 10 de dezembro - dia dos Direitos Humanos, Dia da Consciência Negra, Dia do Índio, etc.)